Sem um pingo de inspiração e o coração cheio de alegria, falarei de mim.
Hum?
Estou em casa, finalmente. Agora escuto Gymnopedie. E vou repeti-la até terminar esta postagem. Depois irei dormir em minha cama. Meus olhos se enchem - e ninguém nunca me verá assim. É muito pouco que preciso? Acho que não. Minha casa e Gymnopedie são grandiosidades. Sim, eu sou menor que tudo isso e menores ainda meus vícios.
Quero o sol da manhã livre das nuvens porque amanhã vou lavar minha cachorra. Ao meio dia vou fazer meu almoço. E de tarde, encontrar meus bons amigos no Maletta. De noite, voltar para casa e fazer o rango dos justos: arroz, ovo, torresmo, linguiça, feijão e farinha. Depois minha cama. Minha saudade eterna de você - não há um dia sequer que não penso em ti. Depois meus sonhos.
Ai no outro dia, na quinta-feira, acordar, descer a escada, fazer o café amargo e esperar minha mãe acordar.
Isso nunca irá acabar. Jamais.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
notas de um dia de cão. esse é o nome do livro. um livro a duas mãos.
-
Quando irá escrever novamente, A.? Preciso de algo seu. Troco todos meus livros por algumas linhas suas. Você está erguendo uma nova casa, A...
-
Sem muito esforço o mundo surge como um mundo de possibilidades. É natural que quem não possui norte ou porto algum seja quem veja e conte a...
-
Depois da carta da pós da sociologia, divulgo texto que meu pai (ex-aluno da Unb), fez sobre a ocupação da reitoria. Numa viagem de trabalho...
Nenhum comentário:
Postar um comentário