22.6.08

Vou deixá-los a sós, afastar-me lentamente para que não os atrapalhe. Há muito esperam por este abraço. Quantas páginas foram escritas e rasgadas para que aqui chegassem. A paz os pertence. O apartamento se apequena. Toca a Baquianinha nº1. Daqui já não os vejo tão bem e são como uma sombra apenas. Tudo escurece. E escurece mais à medida que me afasto. Não irei nem mesmo fechar a porta para não despertá-los. Ninguém passará pelo corredor entrará porque todos sabem o que está acontecendo na calma de suas vidas. Não posso saber o que irá ocorrer agora e por toda a noite. Já é tarde e devo ir escrever a minha vida.

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notas de um dia de cão. esse é o nome do livro. um livro a duas mãos.