15.4.08
Só
Só eu que tenho medo.
Só eu que leio meus imails.
Só eu que acredito em mim.
Só eu que continuo só.
Só eu que escuto Debussy.
Só eu que vislumbro um adeus.
Só eu que sofri por vê-la feliz.
Só eu que não tenho como te ligar.
Só eu que me leio.
Só eu que sei dessas coisas.
Só eu que te lê todos os dias.
Só eu que não aceita que não se importa.
Só eu que escrevo poemas tristes.
Só eu que não fui escolhido.
Só eu que lembro de tudo que tentei.
Só eu que vejo meu semblante.
Só você que me olha.
2.4.08
A procura de uma imagem que emocione
Hoje decidi retornar a velha rotina de chegar à biblioteca pelo inicio da tarde e ser o último a deixá-la. Hoje foi um dia tão produtivo. Citarei um trecho que li e me casou admiração.
“No que diz respeito à esfera do ordinary, ela não significa certamente ir à agência do correio e expedir uma carta. Mas, mais propriamente que a vida é algo diferente de ficção ou ilusão. A ilusão, ao contrário, é a enorme construção intelectual que nos faz crer que o mundo e a vida são uma ilusão: isso é o que diz Wittgenstein, a meu ver.” Hilary Putnam
O simples ato de ir para casa ao invés de seguir para um bar é a escolha de dedicar-se a solidão. Realmente a gozo e me inspiro a descrevê-la e compreendê-la. No primeiro caso, a solidão é-me sempre imposta. Vou a determinados lugares para dela fugir. E ela está lá a esperar-me acompanhada das pessoas de sempre. Como podem ser tão alegres essas pessoas? Hoje preferi dedicar-me a minha pequena obra que lentamente irei transformá-la na Nova York, cinzenta de concreto e fumaça de George Tice que, mesmo sem nada de romântica, é de carne e osso.
À espera de uma nova oportunidade de ver Milton cantar.
1.4.08
Leio todos os dias
Esteja ao alcance de minhas cuidadosas mãos. Me matta a falta de notícias e seus claros olhos.
24.3.08
...
O que se quer com pequenos textos direcionados a amigos e raríssimos admiradores? Os contadores informam muitas visitas e nunca quanto são os leitores. Quantos realmente se esforçam para compreender pequenos textos ou cada um dos pequenos parágrafos que os compõem? Acredito que, além do esforço, conhecer o autor é fundamental o que implica numa redução acentuada do número de compreendedores. Também acredito que a inúmeras interpretações possíveis revelam facetas que jamais poderia imaginar estarem ali em cada linha minha e que são igualmente legítimas; cada um meu conhece da sua forma. Pessoas que suponho que me conhecem, seja de qual forma for, já extraíram as mais conflitantes leituras de cada uma das pequenas obras de meu espírito. Logo, e por fim, conhecer ou não o autor não ajuda muito na correspondência entre a minha intenção e os estados que provoco.
Entender cada parágrafo meu como uma pequena obra de meu espírito é o que eu aconselho. E saiba que é um pequeno espírito. Lendo-me não me percebo como mesquinho ou ressentido. Um pouco piegas dependendo da lua, admito. Sou pequeno pelo pouco que sei e o mínimo esforço
Gostaria que algum dia minhas pequenas obras sejam lembradas como “portentosas”. Exatamente como “portentosas” seria suficiente. É uma excelente palavra. Retiro a palavra da portentosa obra que é a infindável construção da sociedade brasileira, obra de todos os tipos de espíritos.
Está cada dia mais penoso escrever e uma causa é este mundo que não para de crescer.
20.3.08
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11.3.08
Para quando eu voltar
Encontrarei outros ares até segunda.
Há tanta coisa para ser feita aqui. Eu também tinha que ficar.
Precisamos nos entender.
A moça vai continuar por aqui. Escrever para ela vou.
Vamos nos esperar.
Por que nosso olhos nos perseguem? Parece que são eles que escolhem o que querem ver e o querem dizer.
8.3.08
Kantinagem
Subo até o quarto andar e abro a sala 4224. Inicio meus trabalhos às sete da manhã. Bruno chegará em breve. “Cê veio cedo hoje?”, é coisa que ele pergunta. Tenho acordado cedo todos os dias há mais de mês para compromisso algum e quero transformar isso
1.3.08
O que é ressaca mesmo?
Penso no rosto com que gostaria de acordar nesta manhã. O barulho desta chuva fina fez meu sono melhor. Também fez meu rosto leve. É leveza é ainda distante de como eu gostaria. O fim de noite foi duro. Fiz questão de não voltar para casa só, esperei a companhia do amanhecer. Fiz questão de chegar ao meu quarto junto com o sol: eu entrando pela porta e ele pela janela e por todas as frestas.
Pouco importa o que eu conjeture. Subitamente não a vi mais. Parecia acompanhada. Procurei um tempo em todos os quadrantes, entre todos os rosto. Suas amigas papeavam jovialmente na grama, ficou a imagem da atmosfera nobre que as envolvia. Prossegui. Vagando em círculos descobri que pouco importa se venho ou não escrever. Pouco importa preservá-la aqui, onde em mim há calor. Esta descoberta me cansou. Exausto, continuei vasculhando a festa. Não era apenas ciúmes e nem a vontade de poder libertar-me. Caso os encontrasse, você e o vulto de constituição baixa, pediria ao garçom mais uma dose do seu melhor conhaque para esquentar o peito. Bebê-lo-ia, sentado despojadamente, admirando até onde cheguei com carga tão pesada sem a lente de nenhum dos vícios herdados, sem rancor. Poderia até acenar para você, sorrindo, para que entendesse que para que eu possa ser menos triste você precisa ser feliz, seja com quem for. Sendo feliz não teria o que me escrever e menos olhar-me com a clareza de seus olhos. Pouco importa o que eu conjeture, nunca irei saber o que se passou nessa noite. Essa dúvida não é um vício herdado, é natural. É natural de quem ama.
PORRA! TUDO TEM DE SER TÃO DIFÍCIL, POR QUÊ?!!! Nem sempre o barulho da chuva e o cinza me acalmam.
24.2.08
..
1. Passei meu fim de semana relendo cada palavra sua atentamente. Vi algo que se assemelha a uma resposta, uma tentativa de diálogo. Um diálogo à distância, sem voz, e com pouca esperança. Meu tom é o mesmo. Porém, não quero iniciar novamente o que já sabemos o fim: nenhum contato e um mar de mágoa. Quem pode querer isso?
2. Nossas vidas podem ser tão simples, caso queira. Não há obstáculo que pudesse ser vencido caso quisesse, sempre estive aqui. Nada é mais simples que uma carta – tem meu endereço. Nada mais simples que um telefonema – tem meu número. Nada mais simples que um encontro – tem qualquer lugar desta cidade. Nada há que seja mais simples do que digitar algumas palavras. Alguém pode não querer isso?
3. Aprendendo a seguir só e prestando atenção diariamente a suas escassas palavras - fico semanas sem saber delas por ficar semanas sem dizê-las. Nelas, o seu sussurro é o que tem de mais forte. Veja o que se desprende de meu corpo a cada vez que decido ignorá-lo e quando decido escutá-lo. Desça a página e veja o que já escorreu de mim. Assim é. Também estou cansado... Sussurro.
4. Não vou procurá-la ao menos que me procure. Sabe que é simples, que quero.
5. ...
21.2.08
...
Te pergunto: será que desta vez dará em algo? Se eu acreditar que sim o devo fazer? Primeiramente, devo te dizer que a amo? Ou devo aguardar mais olhares para ter certeza que quer escutar isso? E se quer escutar isso de mim, como te dizer? Deveria eu te escrever cartas que nunca sei se são lidas? Digitar cartas que não sei até onde as interpreta como quero? E se porventura espera cartas, responderia a cada uma ou pelo menos uma? Há outra maneira que não cartas para te dizer? Quer meu novo telefone? Quer que eu te ligue? Ou seria melhor que eu te procure no bar de sempre? Era você hoje de óculos escuro? Bem, se você quer, o que devo fazer? O que acha de um contive a um café? Devo te aguardar no começo da tarde numa mesa onde pode me ver facilmente? Me diga, o que devo fazer? Continuo a esperar a cada texto seu e a cada aparição? Mas se você cruzar por mim e não olhar em meus olhos? Devo entender que será como sempre foi, ou melhor, como sempre nunca foi? Devo entender que devo permanecer distante para nós não nos percebemos? Me vê pelos seus óculos escuros? Tem pressa? Que sou para você? Quer que eu te alcance?
16.2.08
As primeiras vezes
Estou me tornando um canalha.
Tudo que me trouxe até aqui têm se tornado um monte de bobagens, coisas de uma pessoa que está desaparecendo.
A vida era bem mais rude. Agora posso bem mais e nada faço.
O contra-baixo está encostado no canto do quarto. Está cada vez mais se parecendo com um instrumento.
Vi sexta quem ainda quero na biblioteca de preto e branco, de pele alva e cabelos negros. Pareceria como das primeiras vezes se não fosse tanta mágoa - o tempo pouco importa. E como das primeiras vezes, depois de ver procurei ler seus pensamentos.
11.2.08
Dom I
O dom do esquecimento como o maior de todos os dons. Não o possuo. Bem pouco possuo estratégias para alcançá-lo. O álcooll, ao contrário do que normalmente relatam, nunca me fez esquecer, nem por horas. O álcooll é um catalizador em meu sangue, rapidamente esperanças se materializavam. Ditavá-as a todos. É querer demais do álcooll o esquecimento. É querer demais até de um dom e que ele dê fim as minhas angústias. É querer demais que resolva uma em especial que hoje revi. É querer demais que haja dons, o maior e os menores. Também é querer demais deste texto, como se ele fosse uma aliança, um novo começo. Resta-me apenas o sono.
7.2.08
...
não precisa prestar muita atenção em meus olhos, são os mesmos que você já cansou de olhar.
faça como da primeira vez, quando não teve dúvida do que queríamos.
lembre-se que não sou um bom ator e que não quero lhe confundir.
3.2.08
Início de post
Acordei com a seguinte dúvida: a carta que envio é a mesma que chega? - ou: o post que escrevo é o mesmo que é lido?
2.2.08
Primeira nota
Procurava a mais bela das mulheres no acaso – quantas vezes já imaginei um esbarro na biblioteca. A qualquer momento ela apareceria. Até a encontrei. Pena que ela não me procurava. Mas por que queria a mais bela das mulheres? Argumentos psico-sociológicos são tão fúteis perante a força dessa pergunta. O mesmo se aplica ao porquê de uma vida menos ordinária?
Hoje apenas procuro uma bela mulher mais pelo medo de ficar só. E para isso basta ser apenas bela.
3.1.08
Amanhã
Amanhã não terá nada de inesperado. A viagem será para um lugar que nunca viu nem
sobre a escrita: Não adianta criar mundos que você não poderia pisar. Não adianta criar mundos que outros não podem pisar.
1.1.08
Coisas surgem... sem pressa.
Surgiu na minha cabeça há dois meses atrás.
Quieto a ficar pensando quando estou decidindo o que fazer depois de acordar, quando não trabalho, e depois do almoço. Vejo o indivíduo descer a minha rua, pegar o seu ônibus e tudo começar. Este não desce no ponto de sempre, na verdade é nesta escolha que tudo começa. Ele subitamente decidi bater na porta de quem nunca o esperava. Não podemos saber como será recebido porque não sou eu que escrevo a história de quem receberá a sua visita. Pelo que consigo antecipar, a reação será tão inesperada quanto a sua visita. Ao final daquela noite ele acordará com a cabeça ensangüentada e dentro de um carro que se acabou numa árvore. Não consegui entender o que tem haver a visita à moça e quase perder a vida num acidente e nem o que é aquela mochila cheia de papéis sujos de graça e dinheiro atrás do banco do carona. Bem, espero explicitar muitas coisas ao fim deste texto, coisas que nem nosso indivíduo saberia dizer e que nem eu poderia supor sobre os móbeis que movimentam os homens. Criou diversas estratégias para persuadir aquela moça e nunca de ir até a sua casa. Não criou, nem mesmo pensou. Em uma fração de tempo sua mão tornou-se mais pesada e puxou a corda que dá sinal para o motorista parar o ônibus e com a porta traseira aberta diante de si desceu como se alguém lhe empurrasse. Não pensou: “Vou dar sinal.” Atos insignificantes abrem portas. Mas atos insignificantes fazem com que encontremos um dedo anular dentro duma mochila cheia de papel engraxado e notas de cinqüenta? Certamente um ato dentre milhares e milhões que se acumulam na história de cada indivíduo faz com que sua vida dobre uma esquina e não retorne. Se uma viatura encontrasse o rastro do carro que desceu ladeira abaixo espatifando numa frondosa árvore e aquele dedo em seu poder não saberia explicar nada do ocorrido e dificilmente acreditariam nele já que nem alcoolizado estava. Não é uma história simples e nem próxima de revelar algo. Sobre o dedo, também não faço idéia. Ele não é das melhores pessoas deste mundo. A sua bebedeira é aceitável, até lhe dá um charme. Quando adolescente praticou vandalismo. Já se envolveu em muitas brigas. Alguns o consideram racista e homofóbico o que ele não aceita: “Tenho amigos negros e um amigo bicha”. Nasa disso, no entanto, permiti-nos inferir que pode ter arrancado o dedo de alguém ou algo pior. Os atos não precisam de bilhete para mudar a vida de alguém. Não importa quem arrancou e por que o dedo com uma aliança com o nome de uma mulher para que os dias de nosso indivíduo tome um rumo inesperado por todos. Temos duas mulheres nessa história: a que ele ama e a que o cara sem dedo carregará ainda por um tempo antes de perdê-lo.
Este é um trecho do prefácio de uma longa história.
24.12.07
Murro em ponta de faca
Um ano de muito murro em ponta de faca. Quanta sanguera! Pelo menos ganhei uma grana e comi algumas bucetas, nada de nobre, apenas necessidades. Não que eu não quisesse uma buceta apenas, é que ela não me quis, sei lá por quê. Por que os porquês? Estou vivo e é o que interessa. Nunca irei me arrepender de não ter escrito tanto a fundo perdido. Desde o início saquei que seria muito esforço para nada e continuei assim mesmo em nome de um “ela realmente vale a pena, mais que uma buceta, uma bela mulher”. Concordemos que é um objetivo nobre que este blog é testemunha. Talvez se eu não tivesse saído da cama naquela sexta-feira e Eriqck não confirmasse o que escutei de sua boca ainda estaria nessa peleja. Mas chega! Há alguns dias quase que dei fim a este espaço e não o fiz por dois motivos: i) já me habituei a escrever nele e é uma boa coisa e ii) tem mais gente do que eu podia imaginar que o lê. Tirando o Anderson já tive outros 50 visitantes por dia! Depois que instalei o Clicky e o Google Analytics obtive muitos números que me surpreenderam. Lembro da época que postei um vídeo que fiz com um poema de Vinícius e apareceu um monte de italianos por aqui. (Viva o Calzone de Frango com Catupiri!) Sobre a nova cara do blog, mudei o layout para dar uma revitalizada e por estar de saco cheio do velho. Acho que melhorei na habilidade que alterar os elementos da tela. Poderia ter ficado melhor se CSS e HTML não fossem tão complicados de se manipularem – uma salva de palmas aos web designers e ao GIMP! Sorte que achei sites bem servidos de tutoriais e vou até criar um grupo de links sobre tecnologia na barra lateral direita. Como também vou criar uma de blogs amigos porque tem muita coisa boa na rede para ser compartilhada. Peço para o pessoal comentar mais o blog para estabelecermos uma rede bacana e trocarmos links. Este ano irei me dedicar mais a divulgação do blog e farei mais mudanças. O nome do blog já está me cansando e em breve vou arrumar outro nome e mudar o endereço novamente. Só não sei como irei redirecionar a galera para ele depois que mudar a URL. O Idiota foi um nome que surgiu de supetão e que meus amigos gostaram e o texto do Deleuze e Guatarri foi apenas uma legitimação que hoje eu não usaria para me justificar em nenhuma decisão. Hoje diria apenas: “O idiota é legal”. Quero que o novo nome surja de supetão. Amanhã vou acordar e dizer para o telhado: “O Latão”. Depois de amanhã irei cortar o cabelo. E daqui uma semana irei me apaixonar novamente. Como disse um amigo citado acima algumas horas atrás: “Mudar é uma virtude...”
No mais, um feliz natal e um ano cheio de bucetas.
28.11.07
Palavras
O texto é espontâneo. Brota tanto das obrigações acadêmicas quanto de um semblante leve. De um livro imposto surge uma prazerosa leitura ocasional que gera mais prazeres. Não subestime nenhum livro! (até o Paulo Coelho, que não li e não gostei...) Engraçado!, tenho usado a palavra “semblante” muitas vezes e só agora percebi isto, também uso muito “engraçado”. O gosto pela palavra “semblante” veio após uma procura no Mirador. Já a palavra “inexorável”, que gosto e nem uso tanto, surgiu d’O Amanuense Belmiro, livro imposto a princípio. Neste caso, a princípio, o dever transformado em prazer para suportar de bom grado o fardo e, por fim, o prazer lutando para não voltar a ser dever. Coexistir, talvez. Não me lembro de onde tirei boa parte das palavras que gosto. Sei que algumas foram-me dadas por pessoas que gosto em suas “casas” e “moradas”. Outras foram roubadas, “certamente”. “Resta” falar também das que abracei em momentos difíceis e deram coragem de ver os “sorrisos” como promessa e certeza de uma vida menos triste. Também ensinaram-me a versar sobre as chatices que encontramos nas diversas “esquinas” da vida. A “miséria” que veio de uma leitura de anos atrás uso para falar desses medíocres e mediocridades. Pena que tenho pouca pena e memória para usar só palavras que gosto, mas tenho imaginação para transformar cada palavra que uso em minha mais nova “namorada”.
24.11.07
iii)
O descanso não veio como eu esperava. Um mês de trabalho árduo e pouco resultado. O engraçado é que só percebo que sou outro quando tento voltar a agir normalmente. Bem, o que eu esperava deste fim de semana livre de obrigações? Não quero beber e nem me perder pela cidade. Isto já se tornou outra rotina. Se retorno à leitura, volto a olhar pela janela e pedir temporais para que a vida dos demais pare e só recomece quando eu estive livre do fardo que escolhi (isto não mais parece ser uma escolha). Não posso ficar esperando que as coisas me esperem. Também acho que não devo segui-las. O problema de tudo, aqui, é no fim das contas fazer pouca ou nenhuma diferença tanto sofrimento para se alcançar algo “bom’ ou que pelo menos nos dizem ser. Veja este diálogo: “Vem comigo?”, “Sim”, ”Então vamos”. Quantas vezes fiz o pedido que é a primeira frase. É uma frase simples. Tudo podia ser mais simples. Eu podia ser mais simples, com poucos abismos.
Em exatamente dois meses completarei mais um ano na minha vida (realmente o tempo não para) e não acredito muito que frases como essas poderão algum dia resultarem em algo. “Algum dia” não existe. A fé não quer voltar com a idade.
notas de um dia de cão. esse é o nome do livro. um livro a duas mãos.
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Quando irá escrever novamente, A.? Preciso de algo seu. Troco todos meus livros por algumas linhas suas. Você está erguendo uma nova casa, A...
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Sem muito esforço o mundo surge como um mundo de possibilidades. É natural que quem não possui norte ou porto algum seja quem veja e conte a...
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Depois da carta da pós da sociologia, divulgo texto que meu pai (ex-aluno da Unb), fez sobre a ocupação da reitoria. Numa viagem de trabalho...