7.11.08

procurei algo pra o fim da noite, após o trabalho. queria algo belo. porque preciso de beleza. encontrei essa música.

There is a house built out of stone
Wooden floors, walls and window sills
Tables and chairs worn by all of the dust
This is a place where I don't feel alone
This is a place where I feel at home.

Out in the garden where we planted the seeds
There is a tree as old as me
Branches were sewn by the color of green
Ground had arose and passed it's knees

By the cracks of the skin I climbed to the top
I climbed the tree to see the world
When the gusts came around to blow me down
I held on as tightly as you held onto me
I held on as tightly as you held onto me......

Cause, I built a home
for you
for me

Until it disappeared
from me
from you

And now, it's time to leave and turn to dust........

essa música é como a série de acasos que carregam a minha vida nos últimos anos. uma série de belas coincidências. inúmeras coincidências, um homem só.

não lhe dou razão por ter me negado sua beleza. por quê?. ainda preciso dela.

4.11.08

Para que serve a terça-feira? Para acabar.

A terça-feira acabará entre trovoadas, insônias e solidões e nossas lembranças.

A quarta virá bem cedo amanhã. Seis e meia, como gosto. Com o tempo nublado e frio. Haverá algo novo para ler em minha caixa.

3.11.08

Vou me esforçar para escrever o que quer ler. Quanto a forma tudo bem. Já sei que não é difícil escrever o que se quer dizer se me preocupo em dizer apenas. Quanto ao conteúdo, pode-se assustar os mais habituados à hipocrisia e dissimulação e ser chamado cínico. Mas, por que vir e querer outra coisa que não a fala sincera? Superfetação não é do gênero de ninguém que espera o que realmente importa e alimenta sua espera.

Bem, aqui estou. É minha virtude. Sou virtuoso, quem lê sabe. Escrevo tão bem que isso me traz problemas regularmente. Nada que me tire o brilho e o prazer. Acostuma-se. Amaldiçoado por alguns e amado por outros sou, por dar a cada um deles o que são. O que todos querem de mim é o que os que estão à sua volta não vêem. Como sou provocado... Quanta falta de atenção há no mundo e quanto trabalho para mim. Meu olhar é capaz de ver dignidade nos que estão à sarjeta, e beleza no que ninguém mais quer.

Um terceiro parágrafo é necessário. Um terceiro exemplo de virtude deve ser ofertado.

Carcass - Keep on rotting in the free world

29.10.08

Este é o post 300.

Nada aqui é por acaso.

Esta noite tá mal contada.

Para você, Joãozinho, sempre há uma musa, como sempre há um objeto para toda intenção. Se ela existe, me ama ou já se foi, não faz diferença. O que importa é..., bem, passar o tempo - sem apelar para vulgaridades, vontade de transcendência ou propósito de felicidade. E escrever é sempre bom.

Para mim, Luciano Mattar, e esse é todo o nome que tenho, também pensava que era mais de dois nomes e sempre perguntava para meu pai onde o outro estava escondido. Bem, ele disse que dois já dava para tudo que eu quisesse na vida. Hoje, se ele estivesse aqui falaria que um já era suficiente porque nunca precisei do segundo para chegar onde estou. Ora tenho um blog com endereço próprio e bons leitores, como Anderson Xavier. Pouco, sim, claro, mas se passa o tempo, bem.

Para você, que hoje não sei mais o status que possui dentre os acima, valeu a pena. Se valeu!, tudo foi por você, não todos os 300, mas quase todos. Passamos o tempo, inventando problemas, tragédias, estórias, poemas, citações de Pessoa, de filósofos, plagiando sem citar fontes, escondendo nossos nomes para os demais, ofendendo-nos, proporcionando felicidades curtissímas, acompanhando os passos e olhares de todos os que fomos. E escrevemos bem. Eu te amo.

Amanhã irá chover como sempre nos dias que chove.

28.10.08

As bandas que ditavam o ritmo.

A inocência do álcool e do fumo.

Nada desse humanismo afetado.

notas de um dia de cão. esse é o nome do livro. um livro a duas mãos.