3.9.06
31.8.06
28.8.06
2. Este sol é bonito que só vendo. Há esta hora ele desce muito rápido. Entendo a sua pressa. Eu o sinto. Eu te sinto, e não ouso além disso. Não quer dizer que quero que o sol pare onde quero, que seja torne estático. Ele nunca estará em repouso. Se o vento se tornasse estático desapareceria. O que me aperta o peito é saber que ele voltará todos os dias, eu não.
7. Sou triste por esperar que fique quando nada permanece. Só agora admito que tem razão. Um fluxo não obedece à lei alguma. Apenas te sinto. Eu te escuto. Escute-me. Sinta-me. Quero que seja minha novamente, que me pertença. Irei te esperar e, quando quiser, irei a sua casa.
16. A vontade maior é somar, unir. Há algum outro propósito?
26.8.06
O Florir
O florir do encontro casual
Dos que hão sempre de ficar estranhos...
O único olhar sem interesse recebido no acaso
Da estrangeira rápida ...
O olhar de interesse da criança trazida pela mão
Da mãe distraída...
As palavras de episódio trocadas
Com o viajante episódico
Na episódica viagem ...
Grandes mágoas de todas as coisas serem bocados...
Caminho sem fim...
A.C.
O florir do encontro casual
Dos que hão sempre de ficar estranhos...
O único olhar sem interesse recebido no acaso
Da estrangeira rápida ...
O olhar de interesse da criança trazida pela mão
Da mãe distraída...
As palavras de episódio trocadas
Com o viajante episódico
Na episódica viagem ...
Grandes mágoas de todas as coisas serem bocados...
Caminho sem fim...
A.C.
24.8.06
Não existo para bilhões e isso é perfeitamente suportável.
Não existir pra uma pessoa deixa tudo triste.
Sou triste.
Deve ser uma bobagem ser triste por uma pessoa, mas o que posso fazer?
E nem posso contar para ninguém que você existe porque me perguntariam:
Por que não deu em nada?
Tudo isso dói.
Tem aquela pequenina luz indecifrável que às vezes os poetas chamam de esperança e que vejo a cada dia menor.
Também tem o acaso que me põe próximo a ti quando menos espero,
seja dentro de um auditório, seja numa cantina: vai tudo bem com você?
Por fim, só há desespero.
***
Vejo uma grande alegria emanando de tudo.
E eu cada vez mais quieto.
Viva a folia, gira folia!
Não existir pra uma pessoa deixa tudo triste.
Sou triste.
Deve ser uma bobagem ser triste por uma pessoa, mas o que posso fazer?
E nem posso contar para ninguém que você existe porque me perguntariam:
Por que não deu em nada?
Tudo isso dói.
Tem aquela pequenina luz indecifrável que às vezes os poetas chamam de esperança e que vejo a cada dia menor.
Também tem o acaso que me põe próximo a ti quando menos espero,
seja dentro de um auditório, seja numa cantina: vai tudo bem com você?
Por fim, só há desespero.
***
Vejo uma grande alegria emanando de tudo.
E eu cada vez mais quieto.
Viva a folia, gira folia!
19.8.06
Je crois entendre encore
Caché sous les palmiers
Sa voix tendre et sonore
Comme un chant de ramiers.
Oh nuit enchanteresse
Divin ravissement
Oh souvenir charmant,
Folle ivresse, doux rêve!
Aux clartés des étoiles
Je crois encor la voir
Entr'ouvrir ses longs voiles
Aux vents tièdes du soir.
Oh nuit enchanteresse
Divin ravissement
Oh souvenir charmant
Folle ivresse, doux rêve!
Charmant Souvenir!
Charmant Souvenir!
Je crois entendre encore - Les Pêcheurs de perles; Georges Bizet (1838-1875)
Caché sous les palmiers
Sa voix tendre et sonore
Comme un chant de ramiers.
Oh nuit enchanteresse
Divin ravissement
Oh souvenir charmant,
Folle ivresse, doux rêve!
Aux clartés des étoiles
Je crois encor la voir
Entr'ouvrir ses longs voiles
Aux vents tièdes du soir.
Oh nuit enchanteresse
Divin ravissement
Oh souvenir charmant
Folle ivresse, doux rêve!
Charmant Souvenir!
Charmant Souvenir!
Je crois entendre encore - Les Pêcheurs de perles; Georges Bizet (1838-1875)
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