20.4.16

Esse aqui é o mundo que criei para mim. O outro, o mundo, esse que não domino mesmo, esse é onde vivemos. Dele não posso voltar. Nele eu irei morrer.
Cá, os sorrisos são exatamente o que eles querem ser.
Bem, aqui não tem cerveja - ponto pra realidade.

5.4.16

Caminhando pelo saguão do aeroporto de BSB, a vejo de branco ou uma outra cor muito clara. Ela e seus cabelos cacheados estavam sentados olhando para o movimento do lugar e aparentemente estava despreocupada. "Vou até ela?" - se fosse possível uma frase para minha reação. Não, nem esbocei uma ida. Me afastei a uma distância segura e olhei para ela alguns segundos. Eu perderia o voo por uma breve conversa. Mas não fui. Faz um bom tempo que não tento o mínimo entre nós.

Chegou a hora do embarque. Cabeça reta para o avião. Entrei no voo pensando em coisas para escrever. Lá no alto, o sono me derrubou.

"O senhor aceita um sanduíche de peito de peru?"

28.3.16

Está esfriando em Belo Horizonte. Depois de um dia de metodologia, um latão pela metade. Um brinde a mim, sem trocadilhos.

Espero que minha amiga não vá embora. Embora, ela nunca estivesse, ao que parece. Embora, aparentemente sim. Mas, ali onde a conheço, não está. De qualquer forma, espero dela uma saída menos clichê que suicídio ou a embriaguez.

Eu estou bem. Ali na coluna do meio, como sempre. Fazendo o mesmo. Voltei a escutar o Killers esse fim de semana. Can you read my mind? Acho que não. Mas se por acaso, das coisas estranhas que ocorrem no mundo o tempo todo menos com nós, você pudesse, certamente se apaixonaria, e perderia sua vida por alguém que não vale a pena.

4.3.16

Lembro de Aline e procuro músicas bonitas. Se eu conseguisse uma frase para o que sinto, seria algo assim, 'qual música trará Aline para perto de mim agora?'

"Once divided
Nothing left to subtract
Some words when spoken
Can't be taken back
Walks on his own"

27.2.16

as minhas mãos doem quando ergo o mundo sobre a cabeça. doem e somente porque tenho força para chegar a isso.

21.2.16

The void? Tá tranquilo, tá favorável. Está do jeito que queremos.
Não seria nada digno de amarmos se houvesse sentido. Abraão se calou, p q ninguém iria acreditar. Um segredo por falta de alternativa. O que pensariam do existe entre nós? Pouco importa. Podíamos contemplar a chuva talvez.
Vou ali, fazer o ritual de passar um café para dormir. Esperar a água ferver, derramar sobre o pó, ver coar, fechar a garrafa e abrir novamente para derramar dentro copo pequeno de massa de tomate. E aí, no ponto alto do ritual, assopro com os olhos bem cerrados e bebo.

notas de um dia de cão. esse é o nome do livro. um livro a duas mãos.