26.2.12

Estatísiticas sobre facebook e o cotidiano.

Na estatística de minha vida, o facebook está quase alcançando a cerveja com os amigos. Já superou minha música, as caminhadas e os livros. Evidência do tédio e do meu abandono da cidade.

5.2.12

O que permanece contido em ti, é só para você; estamos aqui fora.

Pouco conheço de ti. Até este momento, tê-la é uma impossibilidade lógica. Tenho tempo para provar ao universo que nos implicamos mutuamente. Enquanto isso, conversamos e falamos do fim de semana, dos estudos, do pão com queijo. Apresento a ti a minha vida tortuosa sem pressa e você me convida a conhecer suas angustias de mulher. Com os dias, você se tornará a personagem principal de meu romance que não terminará em algumas décadas. E eu para você, serei mais do uma preocupação com as minha dificuldades.

Pergunte a um carpinteiro como se martela um prego. Ele levantará o martelo e atacará certeiramente a cabeça do prego. Está pronto. Pergunte, a quem nunca precisou enterrar um prego numa parede ou numa madeira, como se faz. Essa pessoa lhe responderá, e dependendo de quem for, fará isso com uma riqueza de detalhes que serve para descrever quaisquer marteladas no universo. Mas repare, utilizar-se-á de palavras. O mesmo se aplica a pergunta de como se vive.

Durma em meus braços, e se ajeite da maneira que lhe faça mais confortável. Isso é somente para você.

23.1.12

Amor, transcendentalidade, verdade e amores

O que fundamenta um argumento transcendental, mesmo ciente da impossível verdade, é seu profundo desejo de verdade. Isso se aplica igualmente ao amor. Como revestimos as pessoas amadas de tudo que lhes fazem perfeitas... E sempre voltamos à busca que nos leva a verdade personificada e a dor aceita como risco certo. Tudo ganha uma dimensão tal que a própria idéia, a pessoa criada, passa a achar a si mesma como real. Exige que sua súbita realidade seja mantida. Tudo muito fantasmagórico.

notas de um dia de cão. esse é o nome do livro. um livro a duas mãos.